Mas eu sou inteiramente tragada pela pessoa
que amo. Sou como uma membrana permeável. Se eu amo você, eu lhe dou tudo que
tenho. Dou-lhe o meu tempo, a minha dedicação, a minha mão, a minha família - tudo. Se eu amo
você, carregarei para você toda a sua dor, assumirei por você todas as suas
dívidas (em todos os sentidos da palavra), protegerei você da sua própria
insegurança, projetarei em você todo o tipo de qualidade que você na verdade
nunca cultivou em si mesmo e comprarei presentes de Natal para sua família
inteira. Eu lhe darei o sol e a chuva. Darei a você tudo isso e mais, até ficar
tão exausta e debilitada que a única maneira que terei de recuperar minha energia
será me apaixonar por outra pessoa. Não é com orgulho que revelo esses fatos
sobre mim mesma, mas é assim que sempre foi. O que sei é o seguinte: estou
exausta com as consequências cumulativas de uma vida de escolhas apressadas e paixões
caóticas.
...
Eu
o amava e não conseguia suportá-lo, em igual medida(...)"Eu não queria
destruir nada nem ninguém. Só queria sair de fininho, sem
causar alvoroço nem conseqüências, e depois só parar de correr quando chegasse..."
Filme.:
Comer, rezar e amar

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